Notícias eclesiais
Contributos da Igreja na capital da cultura
No próximo dia 28 de Outubro, os elementos da Comissão Episcopal dos Bens Culturais da
Igreja terão uma reunião em Coimbra e visitarão a exposição das obras de Frei
Cipriano da Cruz, a decorrer no Museu Machado Castro, naquela cidade. Uma iniciativa
integrada "nas comemorações de «Coimbra - Capital da Cultura» e que conta com a
colaboração da diocese de Coimbra" disse à Agência ECCLESIA D. Albino
Cleto, presidente da referida Comissão Episcopal.
Em relação à presença da Igreja neste evento da cidade do Mondego, o prelado de
Coimbra salienta que "gostaríamos de ter intensificado uma participação
maior". Apesar de reconhecer que muitas das iniciativas da «Coimbra Capital
da Cultura» foram "feitas em espaços da Igreja". Quase todas as paróquias da
cidade "deram o seu contributo". E sublinha: "muitos concertos de música
sacra". Na futura Igreja de S. Francisco está também a decorrer "uma série de
concertos e representações teatrais".
No cômputo geral, D. Albino Cleto salienta que Coimbra foi mesmo capital da cultura,
apesar de no início as "coisas estarem um pouco mortas". Neste momento os
eventos "intensificaram-se" e quem vive em Coimbra sente permanentemente a
"cultura a pulsar".
Santa Sé ajuda 25% das vítimas da Sida
A Santa Sé renovou o compromisso da Igreja Católica em favor dos enfermos da SIDA,
«flagelo do século», e pediu medicamentos para o terceiro mundo, assim como campanhas
de prevenção e tratamento "responsáveis". A Santa Sé, graças às suas
instituições no mundo inteiro, ajuda "25% das vítimas de SIDA", afirmou o
cardeal Cláudio Hummes, OFM, arcebispo de São Paulo (Brasil) ao intervir na sessão
plenária das Nações Unidas dedicada a combater esse vírus.
O purpurado, que guiou a delegação Vaticana no encontro, anunciou que por meio do
Pontifício Conselho para a Pastoral dos Agentes de Saúde e diversas organizações
católicas, "a Santa Sé terá alcançado o seu objectivo de ter instituições e
programas em funcionamento em todos os países da África do Subsariana, e de começar
novos no Brasil, Argentina, México, Tailândia e Lituânia", que "somam-se aos
que já existem noutros países do mundo». "Oferecem uma ampla gama de serviços,
desde campanhas de conscientização até educação para um comportamento responsável,
desde assistência psicológica até apoio moral, desde centros de nutrição até
orfanatos, desde tratamento hospitalar até atenção em domicílio e em prisões para
enfermos de HIV/AIDS" - informou.
O cardeal brasileiro recordou ainda que, para coordenar melhor suas actividades, "a
Santa Sé criou uma Comissão Ad Hoc sobre a luta contra este vírus". A
preocupação central desta comissão está na África Subsariana "onde o sofrimento
é mais intenso, e prestar especial atenção aos problemas de estigma e discriminação
que acompanham esta enfermidade, ao acesso ao tratamento e atenção, à educação sobre
um comportamento sexual responsável" - declarou. Esta educação, explicou diante
das delegações na ONU, inclui a proposta da "abstinência e da fidelidade
matrimonial, e a atenção dos órfãos por causa do HIV/AIDS".
O cardeal reconheceu ainda os estragos que o vírus está provocando entre as crianças,
"seja porque foram infectadas pelo vírus, o qual lhes foi transmitido ao nascer, ou
porque ficaram órfãs devido à morte prematura de seus pais causada pela AIDS".
"O HIV/AIDS está causando um forte aumento da mortalidade infantil: 3,8 milhões das
19 milhões de pessoas que morreram por causa da AIDS no ano passado eram crianças
menores de 15 anos" - revelou.