Curso de Gastronomia Regional cumpriu objectivos

 

Ao longo de cerca de dois meses, onze mulheres desempregadas do concelho de Ansião participaram num Curso de Gastronomia Regional.

Esta iniciativa foi promovida pelo Projecto Ansião Turístico – Valorizar para Competir, no âmbito do programa Equal, e tratou-se do último dos três cursos no âmbito deste projecto.

Segundo declarações colhidas pelo nosso jornal junto de Isabel Marto da Adilcan, entidade gestora do Projecto Ansião Turístico – Valorizar para Competir, à semelhança dos dois outros cursos de formação promovidos (na área do artesanato e na área das plantas aromáticas), com esta formação pretendeu-se “revalorizar artes tradicionais, que estavam a ser perdidas”, de forma a poder “oferecer” aos turistas, que se desloquem a este concelho, produtos tradicionais.

Segundo a formadora deste curso, nesta acção, as formandas foram ensinadas a confeccionar as “comidas regionais ansianenses”, tendo começado por sopas regionais e passado pelas várias iguarias tradicionais da região, tais como: as migas com nabos, o bacalhau com azeite e alho, a caldeirada de petinga, as favas guisadas, entre muitas outras, não tendo sido descurada a doçaria.

Confrontada com a receptividade das formandas em adquirir os conhecimentos, a formadora referiu que “o grupo era espectacular e tinha muita vontade de ir em frente”.

Durante a acção as formandas foram divulgando, aos sábados, no Mercado Municipal, os produtos regionais que iam aprendendo a confeccionar. De acordo com a formadora, Rosa, os ansianenses gostaram de ver ali retratadas as tradições de Ansião e, hoje em dia, procuram-na pelos produtos que eram confeccionados.

Volvidos dois meses do início deste curso, 17 de Setembro foi dia de encerrar esta formação, com um jantar preparado pelas formandas, para algumas individualidades locais.

Em declarações ao nosso jornal, Isabel Marto referiu que “os objectivos deste curso foram cumpridos”. De acordo com as suas declarações, as formandas “não só são capazes de produzir a nossa gastronomia tradicional, mas de o fazer a um nível comparável com os grandes cozinheiros”. Para além de considerar importante a manutenção das tradições, a qualidade dos produtos regionais, é, segundo Isabel Marto, um dos factores que poderá potenciar o turismo nesta região.

Paralelamente à formação ministrada no curso, as formandas foram acompanhadas por um economista da Associação Empresarial de Ansião, no sentido de definir projectos para que elas criem o seu próprio emprego e continuem a produzir a gastronomia tradicional.

Ainda segundo Isabel Marto, nem todas as formandas terão vocação para “montar o seu próprio negócio”, no entanto, apesar de na data de encerramento do curso ainda não existir um projecto em concreto, algumas das formandas tencionam continuar a trabalhar na área e a produzirem por elas próprias.

 

                                                                                                Alexandra Santos